Formômetro

Análise

A transformação na formação de jornalistas no Brasil

Uma análise histórica dos dados do INEP revela o crescimento da profissão, a predominância feminina e o avanço da educação à distância nos cursos de comunicação.

K

Katia Brematti

Atualizado em 03.jun.2026

Uma visão geral

O Brasil acompanhou de perto a evolução na formação de comunicadores ao longo das últimas três décadas. Mas como exatamente esses números se desenharam? Ao lado, você vê o crescimento acentuado das graduações em jornalismo desde os anos 90, com picos expressivos na década de 2010.

O boom da profissão

Entre os anos de 2000 e 2015, o número de concluintes dos cursos de jornalismo disparou. Isso coincidiu com a forte expansão do ensino superior no país. O pico mostra como a demanda pela profissão se fortaleceu na virada do século e foi mantida ao longo dos anos, com ligeiras quedas recentes.

Uma profissão dominada por mulheres

O jornalismo hoje é amplamente construído e conduzido por mulheres. Ao observarmos a proporção histórica de pessoas que concluem a graduação, as mulheres representam a grande maioria. Essa feminilização das redações e assessorias se consolidou e vem crescendo ano após ano.

A ascensão do ensino à distância

Como reflexo da mudança nas políticas educacionais e avanços tecnológicos — especialmente no cenário pós-pandemia —, o ensino à distância (EAD) ganhou espaço rapidamente. Embora o modelo presencial tradicional ainda seja muito relevante, a modalidade EAD representa uma parcela significativa da nova safra de jornalistas, trazendo o debate sobre as novas infraestruturas de ensino prático.

Evolução de formandos por ano